quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Minhas Primeiras Palavras


Estimados amigos!

     Tenho a grande alegria e a subida honra de começar a partilhar este espaço, o nosso espaço. Aqueles que me conhecem, certamente terão uma idéia do que aqui pretendo fazer. Para os novos amigos e demais interessados, o que posso prometer é uma entrega sincera e responsável. Proporcionar uma comunicação que integre conteúdos de interesse, não apenas do meu percurso como jornalista, mas também outros que possam ilustrar postais da minha/nossa cidade de Benguela. Obviamente não deixarei de lado as oportunidades para abordagens em torno das nossas angustiantes inquietações, face aos problemas da actualidade.
      Agradecimentos sinceros ao meu velho companheiro Chambey Abias pela desinteressada e prestimosa ajuda. Sem ele, eu continuaria usando irremediavelmente o computador como fosse a velha máquina de escrever "Olivetti", herdada da minha passagem pela ANGOP de 1980 a 1983.
Estamos a trabalhar para que, muito brevemente, tenham ao dispôr os trabalhos deste vosso humilde servidor.
Muito Obrigado!
Benguela, 12 de Novembro de 2009.
Jaime Azulay

4 comentários:

J. R. Pereira Caratão disse...

Força companheiro e amigo. Os verdadeiros BENGUELENSES e todos aqueles que por esse mundo fora "beberam água do cavaco" estarao concerteza eternamente gratos por esta iniciativa louvavel. Já agora: será que Benguela, mais uma vez, foi a pioneira em Angola a ter este tipo de blog?
Aquele abraço.
J. Caratão

Nando disse...

Até que enfim. Para quem se mandou há muitos anos e continua ocupando a insónia teimosamente repetida, com o barulho das aks, dos velhos geradores, dos teares da África textil ou das sirenes da policia sempre que o homem se lembrava de ir à praia, ao Lobito ou simplesmente ao aeroporto, este blogue é aquela aragem que tantas vezes falta nos dias abafados da terra Benguelense. Mais ainda, quando conhecemos o autor desde menino imberbe, ou de quando andava de microfone(qual aprendiz de kimbanda) a fazer perguntas (da cartilha)sobre a produção (ou a falta dela).Lembro bem que vos chamavam de mujimbeiros, porque todos sabíamos os entrevistados e os entrevistadores que aquilo era só pópia para Comité Provincial do Partido não por defeito. Assim, é bom, muito bom mesmo, ler e saber novas da nossa terra, escritas por um filho seu ,que engoliu (sei bem)muito pirão amargo contra sua vontade(porque dele todos tinha-mos a barriga cheia).Um homem que conhece Benguela e a sua gente, os seus amigos e os seus algozes e que possivelmente(a mim ainda me acontece)sinta náuseas quando vê a incrível metamorfose das barrigas bancárias daqueles que já em tempos mandavam o povo comer farelo"os porcos também comem e não morrem" enquanto eles se dedicavam a" partir os dentes á burguesia".Com toda essa vivência, com os profícuos ecos de liberdade que alguns(poucos)não se inibem de perfilhar ficaremos todos mais ricos, menos aqueles que já o são á custa da ditadura da fome, imposta a um povo, que um dia juraram libertar. Bem hajas Azulay.
Manuel Fernandes
Nando

Anónimo disse...

Gostei e vou continuar a visitar este Blog sobre Benguela, lendo as suas estórias a sua realidade, compartilhando vivências com os meus amigos.Sou do tempo dos matrindindis gigantes do Calundo, onde vivi e me integrei no melhor que Benguela tem, o seu POVO.Continuem a desbravar terrenos e a falar a sério e não à toa como muitos que conheço.Bem hajam.
Abraços
Armando Reigadinha
Ps.Grande abraço ao Caratão

Agostinho disse...

Caro Sr Jaime Azulay,
Sou um dos muitos admiradores que tem por esta nossa Angola a fora, que tem acompanhado desde há muitos anos as suas reportagens, desde aquelas que nos pormenorizavam o desenvolvimento da guerra no centro-sul e leste. A sua coerência, a sua inegável coragem, o seu rigor, a sua humildade deram-me a certeza de que estava perante um Homem que, infelizmente, vai rareando nos dias de hoje. De tanto ler os seus escritos e ouvir as suas intervenções nas rádios naqueles anos difíceis passei a nutri por si uma simpatia e uma admiração muito intensas. Tenho alimentado a esperança de que um dia destes nos brindará com um (porque não mais?) livro onde retrate toda a sua vivência nos campos de batalha,ao lado dos generais mais influentes mas junto do mais anónimo dos soldados. Um livro onde nos relate pormenores de batalhas, com nomes, imagens, depoimentos, enfim contributos para o registo da nossa história que jamais poderá ser esquecida e que deverá ser transmitida aos nossos filhos, netos, bisnetos, para que saibam o quanto custou à nossa geração a liberdade e a tranquilidade que hoje todos vivem. Pense nisso meu caro Sr Jaime Azulay, sei que tem material suficiente para fazer uma grande obra pois estamos todos a espera. Um forte abraço camarada, muitos sucessos e muitos parabéns por esta iniciativa pioneira entre nós aqui na n´guimbe.
Agostinho Matos