quarta-feira, 4 de abril de 2012

4 de Abril de 2012: 10 Anos de Paz

4 de Abril de 2002. O abraço histórico entre os generais Armando da Cruz Neto CEMG das Forças Armadas Angolanas e Abreu Muengo "Kamorteiro" chefe das Forças Militares da Unita, a selar a celebração do Protocolo do Luena. Fim da guerra em Angola. Os militares cumpriam a sua parte.

        Aconteceu há 10 anos. Angola, o nosso querido país, conquistava a Paz definitiva. Vitória do povo heróico e generoso que consubstancia em si a extraordinária capacidade de ter vencido uma longa guerra que ceifou a vida dos seus melhores filhos.  Celebramos 10 anos desde que os angolanos conquistaram a Paz definitiva, no dia 4 de Abril de 2002, na sequência da assinatura do “Memorando de Entendimento do Luena” assinado entre a chefia do Estado Maior General das Foças Armadas Angolanas e o comando das Forças Militares da Unita.
          Uma década depois, os angolanos lutam orgulhosamente com todas as suas forças a batalha do desenvolvimento e do progresso, esgrimindo como denominador comum a unidade e a reconciliação genuínas do seu povo. Um período de vida marcante que constituiu a chama que ilumina o futuro e alimenta a esperança num amanhã radioso para todos os filhos da nossa bela pátria. um percurso de passos substanciais, onde não faltaram dificuldades que, paradoxalmente, serviram de suporte e inspiração para a nossa vontade de vencer as barreiras do subdesenvolvimento.
           Transitamos da Paz militar à Paz social. Da Paz das armas à Paz das almas. A diferença entre a Paz conseguida no Luena há 10 anos e os demais acordos celebrados anteriormente, residiu no facto do diálogo entre o governo angolano e as Forças Militares da Unita ter decorrido exclusivamente sob responsabilidade dos angolanos que corajosamente abraçaram o caminho da Paz.
          A História registou nos anais: após os desenvolvimentos  ocorridos no do Lucusse em 22 de Fevereiro de 2002, e na  qualidade de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, o presidente da República José Eduardo dos Santos ordenou a observância de um cessar-fogo, com vista a um diálogo entre os angolanos patriotas, do qual resultou o “Protocolo do Luena”. Estavam lançadas as sementes da pacificação nacional, das quais brotaram raízes firmes que reflectem os anseios mais profundos do nosso povo. Ficavam assim para trás quase três décadas de conflito armado que praticamente devastou o país.
          10 anos depois da assinatura do “Memorando de Entendimento do Luena” continuamos firmes. Embora seja longo o caminho a percorrer, Angola, o nosso querido país,  conquista com firmeza o futuro que por justiça lhe pertence. A Esperança Sagrada cantada nos versos do poeta  Agostinho Neto, permanece como certeza do fundo do coração de todos os angolanos.

 VIVA A PAZ EM ANGOLA!

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